Apraz-me tremendamente escrever sobre os capachos de entrada que nos cumprimentam com um “Bem-vindo”. É nesses simpáticos e educados capachos que nós limpamos a sujidade que trazemos colada às solas do nosso calçado. Tal situação lembra-me uma agradável cena em que uma pessoa simpática e educada nos diz “bem-vindo” e nós respondemos com um bofetão na boca dessa pessoa por ela nos ter dirigido aquelas palavras tão ameaçadoras.
Porque é que os donos de uma casa que tem um capacho bem-vindo se sujeitam a que os visitantes (supostamente bem-vindos) limpem a sujidade e outras coisas à hospitalidade que lhes é oferecida? Com isto, o visitante está-se perfeitamente a borrifar para a hospitalidade do visitado e do seu capacho. O indicado seria o visitante libertar-se da sujidade num outro capacho colocado estrategicamente (e que não fosse decorado com um bem-vindo) antes do capacho bem-vindo para que quando as solas do calçado do visitante acariciassem o capacho educado já se mostrarem límpidas e puras, sem trazer em si os males de calcar as ruas e caminhos percorridos. Ora, esta situação tem, claro está, uma desvantagem. O capacho bem-vindo perderia a sua função. Toda a sua razão de viver ruiria porque um capacho serve para ser um capacho. Dificilmente um capacho se tornará num agradável tapete da sala. Logo, deixaria de haver capachos bem-vindo e quem compra capachos bem-vindo deixaria de ter capachos bem-vindo para comprar sujeitando-se à não-compra de um capacho bem-vindo.
Mas com jeitinho consegue-se limpar a sujidade às áreas do capacho que não estão cobertas pelas letras do “bem-vindo” como, por exemplo, a zona que fica por cima do “bem” ou o pequeno espaço que se abre entre o D e o O de “vindo”.
Porque é que os donos de uma casa que tem um capacho bem-vindo se sujeitam a que os visitantes (supostamente bem-vindos) limpem a sujidade e outras coisas à hospitalidade que lhes é oferecida? Com isto, o visitante está-se perfeitamente a borrifar para a hospitalidade do visitado e do seu capacho. O indicado seria o visitante libertar-se da sujidade num outro capacho colocado estrategicamente (e que não fosse decorado com um bem-vindo) antes do capacho bem-vindo para que quando as solas do calçado do visitante acariciassem o capacho educado já se mostrarem límpidas e puras, sem trazer em si os males de calcar as ruas e caminhos percorridos. Ora, esta situação tem, claro está, uma desvantagem. O capacho bem-vindo perderia a sua função. Toda a sua razão de viver ruiria porque um capacho serve para ser um capacho. Dificilmente um capacho se tornará num agradável tapete da sala. Logo, deixaria de haver capachos bem-vindo e quem compra capachos bem-vindo deixaria de ter capachos bem-vindo para comprar sujeitando-se à não-compra de um capacho bem-vindo.
Mas com jeitinho consegue-se limpar a sujidade às áreas do capacho que não estão cobertas pelas letras do “bem-vindo” como, por exemplo, a zona que fica por cima do “bem” ou o pequeno espaço que se abre entre o D e o O de “vindo”.
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