Veja-se este entre muitos outros exemplos à escolha: a destruição que está a ser feita à atmosfera que rodeia o planeta Terra. Para quem não sabe, o planeta Terra é aquele em que habitamos. Também para quem não sabe, o Homem respira a atmosfera do planeta Terra. Ora, sabemos desde há algum tempo, que esta mesma atmosfera, a mesma que respiramos e que precisamos para viver, está-se a deteriorar e que, a continuar assim, daqui a algum tempo não haverá atmosfera para respirar o que é o mesmo que dizer que finalmente o Homem conseguiu concretizar o objectivo que desejava. Mas o problema é ainda mais grave. Volta e meia (ou mais meia do que volta) ouve-se algum indivíduo importante dizer que temos que fazer alguma coisa para acabar com a destruição desse ar respirável, mas de nada serve porque continua-se na mesma situação (acentuo o "-se") e deixam o problema para ser resolvido pelas próximas gerações, o que até é bem pensado (da parte de quem estraga, claro) já que quem estraga já não vai precisar de ter ar para respirar quando não houver ar respirável (ou será que vai?), portanto, “os outros que aí vêm tratam do problema que não vai ser meu” (não seria má ideia começar a investir em Homo Sapiens Sapiens que respirem dióxido de carbono, por exemplo, ou resistentes a um certo tipo de “coisas” emitidas pelo Sol).
É claro que percebo que esses indivíduos sapientes e que até sabem a sabedoria tenham coisas importantes em que pensar e que fazer tais como saber que personagem da novela é o vilão, ter 15 minutos de fama, aparecer na televisão a falar ao telemóvel, entregar os excedentes de comida aos insectos, criar reservas naturais onde até se pode construir empreendimentos turísticos e dos outros… Por falar nisso, até que era boa ideia vender “15 minutos de fama” nos supermercados (estaria na secção ao lado dos congelados). E na compra de "15 minutos de fama" o feliz enfamado temporário poderia (através de sorteio) auferir da degustação atmosférica de um pouco de sujidade aérea. Já me estou a imaginar num paraíso a tragar violentas inspiradelas levando o ar a percorrer as entranhas do meu corpo. E até adaptaria um ritmo respiratório para melhor efectivar a doçura carbónica que se apoderaria de mim. Depois, motivado pela experiência, fundaria uma agência de viagens apenas com o intuito de criar um pacote especial destinado a quem pretendesse usufruir de uma experiência semelhante. E até comprava toda a atmosfera terrestre para monopolizar o comércio nessa área. E cobrava taxas por poluírem aquele que, por direito, é o meu espaço. Levantava limites de poluição aos agentes poluidores (que um ou outro poderá ultrapassar desde que o faça porque sim).
Homo Sapiens Sapiens? Sapiens ???
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