Ainda na maternidade e no berço que marca o Solstício de Inverno, o Bebé Pedro vira-se para o Bebé do Lado e diz-lhe "Vamos faltar ao compromisso que nos espera". O Bebé do Lado estava a dormir e não ouviu bem e pede ao Bebé Pedro para repetir e este, pela segunda vez, diz "Vamos faltar ao compromisso que nos espera". "O que dizes?" pergunta o Bebé do Lado. "Vamos faltar ao compromisso que nos espera".
O Bebé do Lado, sem pestanejar, aceita a ordem do Bebé Pedro e inicia-se um passa-palavra entre os bebés que por ali se quedam. Um passa-palavra que é corrido longe dos olhares e audições das pessoas de bata branca que dependem do nascimento de bebés para a sua sobrevivência.
Mas o Bebé do Lado quer saber mais e pergunta ao Bebé Pedro por que razão devem faltar ao tal compromisso ao que o seu mestre lhe responde "Que direito têm os de bata branca e as pessoas que nos geraram de decidir por nós?". "Mas mestre", continua o Bebé do Lado, "conta-se por aí que nós, bebés, não temos capacidade de decidir e que, por isso, há alguém que intercede por nós". "Ouve-me, Bebé do Lado, escuta as minhas palavras: Deverá o guerreiro vencer o seu adversário quando este já se encontra prostrado pelo chão (vítima de um outro combate) ou deverá o guerreiro estender-lhe a mão, ajudá-lo a levantar-se e, só após isso, cruzarem as suas espadas e machados?"
"Deixas-me um pouco confuso, mestre. Pretendes guerrear contra os que nos criam e nos fazem parir?"
"Não necessariamente, caro companheiro. Não ouviste tu que o guerreiro se recusa a vencer o seu semelhante enquanto este se prostrar pelo chão?"
"Assim foi".
"E não te parece que o guerreiro, estando ele numa posição de supremacia, se tornaria num vencedor sem honra?"
"Absolutamente".
"E não crês que estando o outro estendido pelo chão se mostra com uma postura inferiorizada, tornando-se num vencido a quem não foi dada a possibilidade de se defender?"
"Com certeza".
"Então vem. Vem comigo, traz os outros e vamos para fora desta caverna".
O Bebé do Lado, sem pestanejar, aceita a ordem do Bebé Pedro e inicia-se um passa-palavra entre os bebés que por ali se quedam. Um passa-palavra que é corrido longe dos olhares e audições das pessoas de bata branca que dependem do nascimento de bebés para a sua sobrevivência.
Mas o Bebé do Lado quer saber mais e pergunta ao Bebé Pedro por que razão devem faltar ao tal compromisso ao que o seu mestre lhe responde "Que direito têm os de bata branca e as pessoas que nos geraram de decidir por nós?". "Mas mestre", continua o Bebé do Lado, "conta-se por aí que nós, bebés, não temos capacidade de decidir e que, por isso, há alguém que intercede por nós". "Ouve-me, Bebé do Lado, escuta as minhas palavras: Deverá o guerreiro vencer o seu adversário quando este já se encontra prostrado pelo chão (vítima de um outro combate) ou deverá o guerreiro estender-lhe a mão, ajudá-lo a levantar-se e, só após isso, cruzarem as suas espadas e machados?"
"Deixas-me um pouco confuso, mestre. Pretendes guerrear contra os que nos criam e nos fazem parir?"
"Não necessariamente, caro companheiro. Não ouviste tu que o guerreiro se recusa a vencer o seu semelhante enquanto este se prostrar pelo chão?"
"Assim foi".
"E não te parece que o guerreiro, estando ele numa posição de supremacia, se tornaria num vencedor sem honra?"
"Absolutamente".
"E não crês que estando o outro estendido pelo chão se mostra com uma postura inferiorizada, tornando-se num vencido a quem não foi dada a possibilidade de se defender?"
"Com certeza".
"Então vem. Vem comigo, traz os outros e vamos para fora desta caverna".
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